Trabalhando a coordenação motora, lateralidade e a
ludicidade da capoeira, exercitando a disciplina para a formação de jovens cidadãos
de bem.
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Pontos de Cultura
O Projeto Ponto de Cultura foi
criado em 2004 pelo Ministério da Cultura (MinC) com o objetivo de dar à
sociedade civil a responsabilidade de impulsionar ações culturais e artísticas
nas comunidades, ao mesmo tempo em que descentraliza os investimentos em
cultura no Brasil. Com isso, o MinC passou a reconhecer diversos grupos em todo
o território nacional, que já produziam atividades culturais de forma
independente.
Principal ação do Programa
Nacional de Cultura, Educação e Cidadania – Cultura Viva, norteado pelos
princípios de autonomia, empoderamento e protagonismo da população, o Ponto de
Cultura assumiu a missão de "revelar" o Brasil. Até 2003, as
políticas culturais brasileiras valorizavam apenas o patrimônio e as artes e
estavam fortemente concentradas no eixo Rio–São Paulo–Brasília. Com o início do
trabalho do então Ministro da Cultura Gilberto Gil (2003-2008), a proposta
passou a ser atender grupos e pessoas historicamente excluídas das políticas
culturais e engrandecer a cultura como expressão simbólica e como economia,
valores inerentes ao Programa Mais Cultura, assinado pelo presidente Lula em
2007.
Até aquele mesmo ano, já haviam
sido criados 800 Pontos de Cultura pelo Brasil, em seus três anos de
existência. Em 2008, o MinC promoveu uma descentralização e repassou a gestão
do Projeto para as Secretarias de Cultura estaduais. A Bahia se destacou ao ser
o primeiro estado a assinar o termo de estadualização do Programa Mais Cultura.
O estado, até então, contava com 70 Pontos de Cultura, vinculados ao MinC. Este
número foi ampliado para 220 quando 150 entidades foram selecionadas a partir
de edital realizado pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA),
vinculando os novos convênios a este órgão. Em 2014, através de um novo edital,
foram selecionadas mais 128 instituições dos 27 territórios de identidade do
Estado.
Fortalecidos com o repasse anual
de R$ 60 mil por três anos, os Ponto de Cultura ganharam certa autonomia no
gerenciamento dos recursos, impulsionando propostas voltadas, principalmente,
para a produção, formação cultural e geração de renda por meio da cultura.
Podem tornar-se Pontos de Cultura associações, cooperativas, fundações
privadas, organizações da sociedade civil de interesse público (OSCIPs),
organizações não-governamentais (ONGs) e sindicatos. Todas as instituições
devem estar cadastradas no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) e
comprovar que estejam em funcionamento há pelo menos dois anos.
O Ponto de Cultura não tem um
modelo único de instalações físicas, de programação ou de atividade, e pode
abranger diversas temáticas e linguagens. Presente em todos os 27 territórios
de identidade da Bahia, o Projeto contempla organizações das áreas de música,
dança, circo, teatro, artesanato, culturas digitais, culturas populares,
medicina tradicional, audiovisual, memória, educação patrimonial, gênero,
biblioteca, rádio comunitária, leitura, infância, juventude, educação, campo,
culturas indígenas, afrodescendentes, e quilombolas, entre outras manifestações
culturais.
A transformação de uma
instituição em Ponto de Cultura desenvolve a motivação e a autoestima de seus
membros, na medida em que valoriza os saberes locais e proporciona às pessoas
oportunidades de realizar ações envolvendo Arte, Educação, Cidadania, Cultura e
Economia Solidária. Os benefícios se estendem pelo entorno da comunidade onde
os Pontos de Cultura estão inseridos, fortalecendo o sentimento de
pertencimento e atraindo mais gente para participar de suas atividades.
Fonte: Blog da DCC - Diretoria de Cidadania Cultural
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